O Hospital do GRAACC existe para curar crianças e adolescentes com câncer, mas para aumentar as taxas de cura, o diagnóstico precoce da doença é fundamental. Por isso, é muito importante prestar atenção aos sinais que o câncer dá, já que eles são muito parecidos com doenças benignas da infância.

Entre os tipos mais frequentes da doença destacam-se os tumores do sistema nervoso central, com incidência em torno de 20%, em crianças abaixo de 15 anos de idade. Os sintomas mais comuns são: dores de cabeça, vômitos, convulsão, alterações visuais, desequilíbrio ao andar. Em bebês com menos de um ano, por exemplo, irritabilidade, aumento do perímetro cefálico, movimento ocular anormal, vômitos persistentes sem uma causa aparente, podem ser sinais de alerta.

“Esses sinais e sintomas são muito parecidos com doenças comuns entre crianças e adolescentes. Por esse motivo toda criança deve ser acompanhada pelo pediatra e qualquer indício que possa auxiliar na indicação do surgimento de um tumor não deve ser descartado, pois o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura”, explica a Dra. Nasjla Saba, oncologista pediátrica do Hospital do GRAACC.

 

Além desses sinais, que são mais relacionados aos tumores do sistema nervoso central, existem outros sintomas do câncer infantil que são confundidos com doenças comuns da infância. Por isso, também é preciso ficar atento em casos de dores nos ossos (pernas, com ou sem inchaço), manchas roxas pelo corpo não relacionados a traumas, palidez e fraqueza frequente, inchaço na barriga, perda de peso, aumento dos gânglios linfáticos, além de quadro constante de febre e sudorese.

“No GRAACC, o índice médio de cura do câncer é de 70%, um número comparável aos serviços especializados da Europa e Estados Unidos. Porém, somente com o diagnóstico precoce conseguimos manter o índice neste patamar”, comenta a oncologista pediátrica.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem como a tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de exames laboratoriais e líquor. “Além dos exames disponíveis, a prática clínica e a vivência do médico auxiliam muito na percepção da doença já no primeiro contato com o paciente”, acrescenta Dra. Nasjla.

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