Na maioria das vezes quando o médico fala que um paciente está com câncer nos ossos, está se referindo a um tumor ósseo que se origina em outro órgão. Isto é denominado câncer metastático.

Tumores ósseos são aqueles que se iniciam no próprio osso. O principal tipo de tumor ósseo é o sarcoma. Este pode se iniciar no osso, músculo, tecido fibroso, vasos sanguíneos e tecido adiposo, podendo se desenvolver em qualquer parte do corpo.

Existem vários tipos diferentes de tumores ósseos, e suas nomenclaturas estão relacionadas à localização do osso ou do tecido adjacente atingido e do tipo de células que formam o tumor. Alguns tumores ósseos primários são benignos, enquanto outros podem ser malignos.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2018)

Tumores Ósseos

Na maioria das vezes quando o médico fala que um paciente está com câncer nos ossos, está se referindo a um tumor ósseo que se origina em outro órgão. Isto é denominado câncer metastático.

Tumores ósseos são aqueles que se iniciam no próprio osso. O principal tipo de tumor ósseo é o sarcoma. Este pode se iniciar no osso, músculo, tecido fibroso, vasos sanguíneos e tecido adiposo, podendo se desenvolver em qualquer parte do corpo.

Existem vários tipos diferentes de tumores ósseos, e suas nomenclaturas estão relacionadas à localização do osso ou do tecido adjacente atingido e do tipo de células que formam o tumor. Alguns tumores ósseos primários são benignos, enquanto outros podem ser malignos.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2018)

Estadiamento

O estadiamento descreve aspectos do câncer, como localização, se disseminou, e se está afetando as funções de outros órgãos do corpo. Conhecer o estágio do tumor ajuda na definição do tipo de tratamento e no prognóstico do paciente.

Sistema de Estadiamento TNM

O sistema de estadiamento utilizado para os tumores ósseos é o sistema TNM da American Joint Committee on Cancer, que utiliza quatro critérios para avaliar o estágio do câncer:

  • T. Indica o tamanho do tumor primário e se disseminou para outras áreas.
  • N. Descreve se existe disseminação da doença para os linfonodos regionais.
  • M. Indica se existe presença de metástase em outras partes do corpo.
  • G. Indica o grau do tumor.

A escala usada para classificar o tumor ósseo varia de 1 a 3. Os tumores de baixo grau (G1) tendem a crescer e se espalhar mais lentamente do que os tumores de alto grau (G2 ou G3).

  • Grau 1 (G1). O tumor se parece com o tecido ósseo normal.
  • Grau 2 (G2). O tumor está entre G1 e G2.
  • Grau 3 (G3). O tumor se parece muito anormal.

O sistema de estadiamento descrito abaixo é o sistema mais recente da AJCC (janeiro/2018) e se aplica aos tumores ósseos do esqueleto apendicular, como ossos dos braços e pernas, tronco, crânio e ossos faciais. Os tumores ósseos da pelve e coluna usam diferentes categorias de T e recomenda-se conversar com o médico sobre seu estadiamento.

Números ou letras após T, N e M fornecem mais detalhes sobre cada um desses fatores. Números mais altos significam que a doença está mais avançada. Depois que as categorias T, N e M são determinadas, essas informações são combinadas em um processo chamado estadiamento para atribuir o estágio geral da doença.

O sistema de estadiamento abaixo usa o estágio patológico, também chamado de estágio cirúrgico, que é determinado a partir do exame da amostra do tecido da biópsia. Quando a cirurgia não é possível de imediato, o tumor é estadiado clinicamente, baseado nos resultados do exame físico, biópsia e exames de imagem. O estágio clínico é usado para planejar o tratamento. Entretanto, se a doença estiver mais disseminada do que as estimativas do estágio clínico, pode não prever o prognóstico do paciente com a precisão do estágio patológico.

  • Estágio do Câncer

Estágio IA. T1, N0, M0, G1 ou G2.

Estágio IB. T2, N0, M0, G1 ou GX; T3, N0, M0, G1 ou GX.

Estágio IIA. T1, N0, M0, G2 ou G3.

Estágio IIB – T2, N0, M0, G2 ou G3.

Estágio III. T3, N0, M0, G2 ou G3.

Estádio IVA. Qualquer T, N0, M1a, qualquer G.

Estágio IVB. Qualquer T, N1, qualquer M, qualquer G; Qualquer T, qualquer N, M1a, qualquer G.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2018)

Diagnóstico de Tumores Ósseos

Muitas vezes os sintomas apresentados por um paciente, o exame físico, os exames de imagem e os exames de sangue podem sugerir a presença de um tumor ósseo. Mas na maioria dos casos, os médicos precisam confirmar esta suspeita realizando uma biópsia.

Outras doenças, como infecções ósseas podem causar sintomas e os resultados dos exames de imagem podem ser confundidos com um tumor ósseo. O diagnóstico exato de um tumor ósseo depende muitas vezes de uma combinação de informações, localização, aspecto na radiografia e aparência sob o microscópio.

Como uma única metástase óssea pode apresentar os mesmos sinais e sintomas que um tumor ósseo primário, muitos médicos solicitam uma biópsia para diagnosticar uma possível metástase óssea de um paciente. As metástases ósseas, geralmente, são diagnosticadas com exames de imagem.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2018)

Sinais e Sintomas

Os principais sinais e sintomas dos tumores ósseos são:

  • Dor. Dor no osso afetado é a queixa mais comum dos pacientes com tumores ósseos. No início, a dor não é constante, mas pode ser mais intensa a noite ou quando devem ser realizados movimentos, por exemplo, dor nas pernas ao caminhar.

 

  • Inchaço. O inchaço no local da dor pode não ocorrer de imediato. Dependendo da localização do tumor pode ser sentido um nódulo ou uma massa no local.

 

  • Fraturas. Os tumores ósseos podem enfraquecer o osso, mas na maioria das vezes, os ossos não chegam a fraturar. Pacientes com fraturas no osso doente, geralmente descrevem uma dor súbita no membro afetado.

Outros Sintomas

O tumor nos ossos da coluna pode pressionar os nervos, causando dormência e formigamento ou até mesmo fraqueza.

O tumor pode causar problemas como perda de peso e fadiga. Se a doença se disseminar, por exemplo, para o pulmão, pode causar sintomas, como dificuldade respiratória.

A dor óssea ou o inchaço são frequentemente devido a outras condições, lesões ou artrite. Ainda assim, se esses problemas persistirem por um longo período de tempo sem uma razão conhecida, é importante consultar um médico.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2018)

Tratamento para Tumores ósseos

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. É importante ter tempo e poder avaliar todas as possibilidades terapêuticas. A decisão por determinado tipo de tratamento deve levar em conta o estado de saúde geral do paciente, o tipo de tumor, o estadiamento e se o tumor pode (ou não) ser removido.

Os principais tipos de tratamento utilizados para os tumores ósseos são cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. Muitas vezes, pode ser realizada uma combinação desses tratamentos.

Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como cirurgião, radioterapeuta e oncologista. Mas, muitos outros profissionais poderão estar envolvidos durante o tratamento, como enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos.

É importante discutir todas as opções terapêuticas, incluindo objetivos e possíveis efeitos colaterais, com seu médico, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapta às suas necessidades.

Pensando em participar de um estudo clínico. Em alguns casos, podem ser a única maneira para ter acesso a novos tratamentos. Ainda assim, estudos clínicos podem não ser adequados para todos. Se você quiser saber mais sobre os estudos clínicos que podem ser indicados para você, converse com seu médico.

Considerando métodos complementares e alternativos. Estes métodos podem incluir vitaminas, ervas e dietas especiais, ou outros métodos, como acupuntura ou massagem. Os métodos complementares se referem a tratamentos usados ​​junto com seu atendimento médico regular. E os tratamentos alternativos são usados ​​em vez do tratamento médico. Embora alguns destes métodos possam ser úteis para aliviar os sintomas ou ajudar você a se sentir melhor, muitos não foram comprovados cientificamente e não são recomendados. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer terapia alternativa.

Escolhendo interromper o tratamento. Para algumas pessoas, quando os tratamentos não estão mais controlando o câncer, pode ser hora de pesar os benefícios e riscos de continuar a tentar novos tratamentos. Se você continuar (ou não) o tratamento, ainda há coisas que você pode fazer para ajudar a manter ou melhorar a sua qualidade de vida. Algumas pessoas, especialmente se a doença está avançada, podem não querer serem tratadas. Existem muitas razões pelas quais você pode decidir querer interromper o tratamento, mas é importante conversar com seus médicos antes de tomar essa decisão. Lembre-se de que mesmo se você optar por não tratar o câncer, você ainda pode e deve receber cuidados de suporte para o controle da dor ou outros sintomas.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2018)